Desarmando suas dúvidas - parte 3


2. Dessarmando as dúvidas
Presbítero Heverton Agnelli


1º) Reconheça pessoalmente suas dúvidas:
Isto já lhe aconteceu: Chegar à igreja e presenciar pessoas se quebrantando na presença de Deus, outros orando com um fervor, outros testemunhando de sua presença fantástica na semana que passou e todos ao seu redor dizendo: “Amém!”, e você não sentindo nada além de uma enorme dor de cabeça, devido a sinusite, e trazendo dentro de si uma quantidade infinita de dúvidas como: Não tenho sentido Deus em minha vida há um bom tempo, meu trabalho não vai nada bem, minha família esta um caos. Aí você se senta no banco e finge que esta tudo bem. Não camufle suas emoções confusas em sorrisos amarelados. Você precisa reconhecer para você mesmo que as coisas não vão nada bem com sua alma. Tomé assumiu suas dúvidas em publico e alcançou as respostas. Reconheça suas dúvidas e liberte-se das máscaras.

2º) Expresse claramente suas dúvidas:
A dúvida sem nome é aquela que você não deve abrigar. Identifique-a, defina claramente e enfrente-a. Cristalize seu pensamento e aponte o dedo precisamente para a causa da sua incerteza.

Quantas mentes já se debateram com a questão da ressurreição? Quantos teólogos questionam o mal ou o pecado? Mentes ilustre já se debateram antes de você e isso só serviu para fortalecer a fé de cada um deles, com certeza vai fortalecer a sua.

3º) Reconheça suas dúvidas em oração:
Transforme suas dúvidas em perguntas; transforme suas perguntas em oração; e leve suas orações a Deus.

(Jz 6.12,13) As dúvidas de Gideão surgiram bem na presença de um anjo. O anjo testificou que Deus estava presente, mas Gideão foi corajoso ao dizer: “Você esta brincando! Se Deus está conosco, por que nossa terra foi dominada por esses criminosos? Se Deus está conosco, onde estão todos aqueles milagres dos quais nossos avós não paravam de falar?”. O texto vai nos revelar que o próprio Deus respondeu as indagações de Gideão. Não só as de Gideão mais poderíamos citar aos questionamentos de Sara (Gn 18.9-15); As lágrimas em forma de perguntas do profeta Jeremias; Os salmos cheios de questionamentos de Davi; E até os diálogos longos que Jó tinha com Deus.

As pessoas mais brilhantes e exemplares da Bíblia não foram heróis porque não tiveram dúvidas; foram heróis porque as confrontaram e conquistaram as respostas.

4º) Analise as evidências diligentemente:
Por que não confrontamos nossas dúvidas? Porque tememos, lá no fundo, que as dúvidas vençam. Achamos que de alguma forma o cristianismo é mais fraco que seus acusadores.

As proposições bíblicas permanecerão de pé quando todas as outras teorias em moda se dissiparem. No Século xix, Friedrick Nietzsche proclamou: “Deus está morto”. Duzentos anos depois, Deus proclama que Friedrick Nietzsche está morto. É assim que funciona. Não se encontram falhas na Palavra de Deus; ela encontra falhas em você.

5º) Aceite as limitações com humildade:
Há outro dado que devemos considerar – as limitações de lidar com a dúvida. No final, alguns mistérios persistem. Se não fosse assim, acabaríamos ficando sem nenhuma santidade, sem a transcendência de Deus. A fé deve conter seu próprio grau de mistério.

Nós temos o conhecimento limitado, nem tudo podermos compreender, nem tudo, Deus pode nos revelar. “ Em face de minhas ilimitadas limitações, tudo o que posso fazer é curvar-me com humildade diante do Poderoso Deus e dizer: Senhor, Tu conheces minhas deficiências. Conheces a capacidade limitada do disco rígido que colocou em mim. Ajuda-me a entender que eu jamais terei todas as respostas”.(Rm 11.33-36).

Jamais compreenderemos totalmente a natureza de Deus (Is 55.8,9).

Para refletir:
Você ainda acredita que ter dívidas é pecado?Será que você já confrontou as suas dúvidas diante do Senhor?

Palavra do Poderoso Deus:
Para o processo de aprendizagem o surgimento de dúvidas é fundamental, Deus vai te ensinar a cada dúvida que você lhe apresentar. Não tenha medo de duvidar, mais se preocupe em não querer questionar. Lembre-se que Deus não criou robôs, Ele se agrada de um coração sincero.

Desarmando suas dúvidas - parte 2


1. Lidando com as dúvidas
Presbítero Heverton Agnelli

Em João 20, encontramos o mais famoso duvidador da história. Seu nome era Tomé. Ele era o clássico cético, relutante em aceitar qualquer fato simplesmente contado por alguém. Precisava primeiro fazer umas perguntas afiadas. Quem sabe hoje em dia fosse advogado. Nós talvez não o quereríamos como companheiro de decisões, mas Jesus o escolheu. Talvez Ele precisasse de um discípulo cabeça dura, como todas as empresas de hoje precisam.

Esse era o Tomé das Escrituras: prático, cético, sem presumir nada, mas não incrédulo. Tomé ia aonde os outros onze iam. Ele viu, ouviu e sentiu todos os milagres. Sabia quem conseguia andar sobre as águas, ressuscitar um amigo morto e controlar os ventos da tempestade. Sem dúvida, a vida de Tomé foi transformada como a dos outros, mas ele ainda duvidou. Podemos ter fé, ver milagres e ainda assim ter incertezas. Na realidade, os questionamentos do crente indagador só aumentarão quando os milagres fluírem. O momento decisivo na visa de Tomé se encontra em João 20. Vamos entender a lidar com as dúvidas através da história de Tomé:

1º) A dúvida se origina no isolamento (Jo 20.24). Tomé perdeu os fogos de artifício. Jesus apareceu entre os amigos, mostrou as feridas e indicou o futuro. Houve grande alegria e comemoração naquela sala, mas Tomé não estava presente. Os discípulos estavam reunidos em luto. Tomé resolveu se isolar para refletir tudo que estava acontecendo. A dúvida brota no escuro. Ela prospera na solidão fria e úmida do espírito humano. No isolamento, as dúvidas parecem maiores, mais ameaçadoras, mais desesperançosas. Onde estava João Batista quando começou a questionar o conteúdo de toda sua pregação? Estava numa cela escura, longe da multidão, na masmorra onde crescem as dúvidas. A escuridão alimenta a dúvida. A luz do dia a dissipa.

É por isso que a dúvida é uma sábia oportunidade de examinar nossos sentimentos. Mantenha contato com as pessoas e ficará mais propenso a permanecer ligado a sua fé.

2º) As dúvidas requerem evidências (Jo 20.25). A dúvida verdadeira nunca se afasta dos fatos, para quer que eles levem. Persegue a verdade com teimosia. Considere o ponto de vista de Tomé. Quando Jesus apresentou o itinerário do grupo, Tomé foi contra eles terem que passar por Jerusalém. Segundo ele, era um luar perigoso demais para visitar – Jesus morreria, talvez os discípulos morressem com Ele. Sem dúvida, suas predições mais terríveis sobre Jesus se realizaram. Se eles tivessem dado ouvidos a Tomé, perito em imaginar o pior...Os céticos sentem uma satisfação melancólica nestas palavras: “Eu bem que avisei”.

Agora, quando os discípulos se preparam para dar a incrível notícia a Tomé, como ele reage?
Como já era de se imaginar, ele recita o credo do cético. “Só acredito vendo”, diz. Ou melhor, “ só acredito tocando”.

Assim como adoramos criticar Pedro por não ter conseguido andar sobre as águas – apesar de que nós talvez nem tirássemos o pé do barco, estamos prontos a condenar Tomé só porque ele insistiu em ter evidências. Pelo menos foi honesto, disse o que pensava. Ele nunca disse que a declaração dos discípulos era impossível; jamais desprezou os milagres. Queria apenas testar as evidências pessoalmente. Jesus encontrou Tomé na hora das perguntas. Pergunte a Deus com sinceridade e Ele sempre lhe responderá.

3º) As dúvidas nos atraem de volta a Cristo (Jo 20.26). Durante mais de uma semana o problema isolou Tomé de seus amigos. A pergunta que rodeava Tomé era: Será que o Mestre esta vivo ou eles foram cruelmente enganados?

É relevante o fato de Tomé, apesar das dúvidas, ter ficado com eles. Novamente vemos uma diferença entre dúvida e incredulidade. A dúvida diz: “Vou ficar e investigar”. A incredulidade se afasta e diz: “Tudo bem rapazes, continuem acreditando no que quiserem. Eu vou embora”.

As perguntas são início da jornada, mas as repostas vêm pela experiência, quando se estende o braço para tocar e sentir e quando se é tocado pelo poder das mãos perfuradas pelos cravos. Essa é a experiência de Tomé, que fez as perguntas certas e cujo as dúvidas o mantiveram junto à comunidade da fé e o guiaram à presença do SALVADOR.

4º) A dúvida aprofunda nossa fé (Jo 20.27). Pense nisto: nos anos seguintes, qual dos discípulos teve o testemunho mais convincente? Quem mais passou a mão na cicatriz causada pela lança?
Quem mais correu a mão tremula pelas mãos que o cravo atravessou? Somente Tomé, seus olhos e suas mãos lhe ofereceram provas consistentes (Lc 24.38-40). Você esta na dúvida?
Aproxime-se e sinta você mesmo. A Bíblia não vai esclarecer suas dúvidas se você guarda-las numa caixa. Discuta-as com um amigo sábio na fé, discuta com um professor ou até com o seu pastor. Deus sobrevive a há milhares de anos respondendo dúvidas da humanidade, com certeza vai esclarecer as suas.

Tomé substituiu suas dúvidas por uma exclamação: “Senhor meu e Deus meu! (Jo 20.28)”. Perguntas sinceras levam a declarações poderosas!

Para refletir:
Você esconde suas dúvidas? Que tipo de fé você esta construindo?

Palavra do Poderoso Deus:
Quem tem dúvidas quer entender, quem questiona quer compreender; mais aquele que tudo aceita nada sólido tem a oferecer. (2ºTm 3.14-16).

Desarmando suas dúvidas - parte 1


Presbítero Heverton Agnelli


Um casal luta para poderem ter um filho. Após anos de tratamento a criança nasce. Três meses depois, ela se vai. “Por que?”.

Um casal jovem de namorados resolve se casar. Compram a casa, mobíliam com carinho e se casam. Dez dias depois do casamento o marido morre atropelado. “Por que?”.

O trabalhador exemplar, dedica cada minuto de seu expediente para fazer o seu melhor no trabalho. Sempre pontual, sempre pró-ativo, doador de idéias e mais idéias que só melhoraram a empresa onde trabalhava. Faltando dois anos para se aposentar, a grande surpresa. Você está demitido. “Por que”.

Talvez seja a pergunta que define nossa espécie: “Porque”. De todas as criaturas de Deus, somos as únicas que procuram entender, a descobrir uma razão, uma justificativa. Para encontrar um sentido, a humanidade não mede esforços. Desafiamos o átomo; exploramos o espaço. Mas talvez seja muito mais difícil entender o sentido. As perguntas mais essenciais nos assombram: “Onde está o filho que perdi? Por que estou aqui? Qual é o sentido da vida? O que teria acontecido se eu tivesse feito outras escolhas – no casamento, na carreira, na fé?”. Quando as respostas escapam ao nosso entendimento e o vazio ignora as perguntas, sofremos uma espécie de vertigem espiritual que denominamos de dúvida.Diante da dúvida todas as nossas convicções, grandes ou pequenas ficam abaladas. Tudo que cremos fica abalado.

Mas o engraçado é que a dúvida não é o oposto da fé, mas sim a oportunidade da fé diante das dores crescentes de um espírito que busca. O verdadeiro inimigo da fé é a incredulidade, que se recusa a reconhecer. Mas a dúvida é uma etapa necessária da viagem. Duvidar, portanto, é ser humano. Lemos a Bíblia e encontramos em várias partes pessoas com dúvida, até entre os maiores homens: Davi, Jó, Salomão, Jeremias. No Novo Testamento, encontramos a figura de João Batista que carecia de fé. Quando foi preso por ordem do rei Herodes, sua dúvida a respeito do Messias foi grande, a ponto de mandar seus homens se certificarem se realmente Jesus era o Messias verdadeiro ( Mt 11.2,3). Indagar não é pecado, as dúvidas são inevitáveis, tanto para o fraco quanto para o sábio.

Para refletir:
Você entende que a dúvida e a mesma coisa que incredulidade?

Palavra do Poderoso Deus:
“A dúvida faz perguntas, a incredulidade se recusa a ouvir respostas”.

Opondo-se ao ressentimento - parte 3


2. Cinco passos para resistir ao ressentimento
Presbítero Heverton Agnelli

1º) Pense duas vezes: Os médicos acreditam que o ressentimento proporciona ao indivíduo sentido de superioridade em relação a pessoa com quem esta ressentida. Remoer o erro do outro faz o ressentido se sentir superior. A primeira atitude a tomar, portanto, é pensar nas conseqüências. Será que é esse tipo de vida que você quer levar? A reflexão sensata cura ressentimentos inoportunos. Pense antes de agir, não guarde não vale a pena!

2º)Escreva: Um dos dons mais úteis que Deus nos deu é o de usar uma caneta no papel. Podemos usar esse dom para oração; para conservar nossas lembranças; animar as pessoas e também para organizar nossos pensamentos e sentimentos. Muitas vezes sustentamos um ressentimento por tanto tempo que nem sabemos mais como ele começou. “As vezes estamos dispostos a lutar até a morte por uma causa que nem sabemos mais qual é, se é que um dia soubemos. A famílias que perpetuam sentimentos doentios mesmo depois de as causas terem sido esquecidas e os adversários originais terem morrido. Por isso, o melhor a fazer é escrever. Exteriorize seus sentimentos, ponha-os num papel diante de você e observe-os muitos bem na luz.

3º) Exercite-se: Exercícios físicos fazem muito bem para nosso corpo, alma e coração. Uma bela caminhada ajuda a organizar os pensamentos, melhora nossa compreensão dos fatos e nos dá tranqüilidade ao tomar decisões. Amenize a ira, cria uma válvula de escape para a mágoa, não acumule amarguras. Não fique num quarto escuro para dar assas a seus sentimentos. Saia da caverna e faça uma vigorosa caminhada. Transpire um pouco de suas emoções.

4º) Fale: Você pode conversar sobre seus sentimentos com seus amigos íntimos. Pode discuti-los com sua família. E claro, pode falar tudo que está sentindo para Deus. Mas, por favor, não deixe de falar de seus sentimentos. Lembre-se que sentimentos guardados viram mágoas profundas (Hb 12.15).

5º) Desista: Lembre-se de esquecer. Seja um “esquecedor” generoso. Talvez você ande se comportando como um “guarda-tudo” de emoções, mas agora é hora de pegar a lata de lixo tamanho família e limpar tudo da memória.

Para refletir:
Qual fardo chamado ressentimento você tem carregado?

Palavra do Poderoso Deus:
Na oração do “Pai Nosso”,apenas uma parte se repete. É o trecho sobre perdão (Mt 6.14,15). Descarregue seus fardos de ressentimento.

Opondo-se ao ressentimento - parte 2


1. Exame do ressentimento
Presbítero Heverton Agnelli

A palavra ressentimento não está na concordância bíblica. É um termo moderno, mas a idéia é antiga. Paulo utiliza uma expressão que se aproxima muito de seu significado.
Está em 1º Co 13 – o clássico capítulo do amor. Aqui Paulo define o amor ágape assim “ o amor.... não guarda rancor” (v.5). A parte da frase traduzida por guardar é o verbo grego logizomai. Essa palavra vem da contabilidade. Significa “calcular ou computar”. Os contadores públicos do primeiro século deviam conferir os livros contábeis, calcular ou computar que ele tinha determinado número de itens. Portanto, logizomai tem a ver com conferir seu livro contábil, registrando as entradas com tinta permanente. No Novo Testamento, isso em geral é bom.
Quando se trata de recibos de impostos, documentos de negócios ou transações domésticas, guardar os registros é altamente recomendável. Mas quando se trata de transações chamadas relacionamentos,precisamos jogar os livros fora. Praticar logizomai é um veneno quando se trata de marido e mulher, pais e filhos, amigos e companheiros. O amor não guarda rancor! O amor se lembra de perdoar.
Examine os livros que estão em seu coração, se encontrar alguns contento ressentimento, rancor e amargura, jogue-os fora. Lance-os no mar do esquecimento.
“O ressentimento extingue a chama da vida e do amor, entroniza o fracasso e o mal e não deixa mais ninguém esquecer”.
Não ande por aí com uma máquina calculadora computando todas as palavras que ti ofendem, nem somando as injustiças que já realizaram contra você. Só cabe a Deus fazer esses cálculos, não a você. Já pensou se Jesus somasse todas as palavras e atitudes que fizeram contra Ele, tamanho seria seu ressentimento contra a humanidade que seríamos consumidos pelo seu poder. Mais ao contrário disso, fomos por Ele, todos perdoados.

Para refletir:
Você é um crente matemático? Aquele que soma tudo que vão lhe fazendo de ruim e depois explode?

Palavra do Poderoso Deus:
Se existe uma conta que Jesus deseja que você faça é a que esta contida nesse texto (Mt 18.21,22), comece a por em prática.

Opondo-se ao ressentimento - parte 1


Presbítero Heverton Agnelli

Quem não conhece esse gigante? Aparentemente ele é pequeno pertos dos outros, mas é tão mortal quanto os demais.
Quantas pessoas ressentidas existem, porque trabalham à anos no mesmo cargo e observam seus colegas que nem tem tanto tempo de empresa serem promovidos na sua frente. Quantas pessoas já foram abandonadas no altar, sonhos, planos e objetivos de construir uma família jogados pelo ralo restando somente uma vida que vai sendo corroída pelo ressentimento.
Quantos ressentidos existem no mundo, no seu bairro, na sua rua, na sua família e até em sua igreja. Não temos idéias e nem noção da proporção de pessoas que existem infectadas pela amargura. Quer por palavras que ouviram, quer por decepções que sofreram ou até por oportunidades que não tiveram.
O ressentimento é como um rato, que usa seus dentes afiados e vai nos rendo por dentro, de forma aguda e penetrante, acabando com os sonhos de Deus para nossa vida. As almas ressentidas fecham as cortinas e impedem que o sol entre. O ressentimento nada mais é que a ira multiplicada pelo tempo. Não se dissipa como a ira, mais se esconde na alma. “Fingimos que estamos em paz enquanto há raiva lá dentro, bem no fundo. Aí escondido e reprimido, nosso ódio abre torneiras subterrâneas de veneno que, aos poucos, contamina nossos relacionamentos de maneira imprevisível”.
As pessoas ressentidas são como cachorros raivosos que foram mordidas e canalizam a energia para morder outros. O ressentimento nos deixe irados permanentemente. Cria linhas de expressão profundas em nosso rosto. Deixa nossos passos pesados. Isto não é jeito de viver.
A pessoa amargura não vive e impede que aqueles que estão ao seu redor vivam. Vamos vencer esse gigante? (Pv 15.13).

Para refletir:
Você carrega algum tipo de amargura em seu coração? O ressentimento tem sido um companheiro de viagem?

Palavra do Poderoso Deus?
Pv 17.22 “O coração alegre é um bom remédio...” O que você está esperando para sorrir?

Atacando a Ira - parte 5


4. Coloque um ponto final
Presbítero Heverton Agnelli

Graça não é um comportamento natural, é sobrenatural. O mundo espera que os cristãos façam algo além do natural. Ser capaz de desprender-se de todo o mal e perseguição que o mundo pratica e reagir com dose dupla de amor e compaixão é evidência clara da existência de Deus. É o testemunho mais poderoso que se pode dar. É um quadro vivo que vale mais do que mil palavras.

A ira pode receber um ponto final. Fazemos isso quando a invertemos e a entregamos a Deus.
Um dia, muitos anos atrás, um homem foi espancado e torturado. Cuspiram-lhe no rosto e o roubaram. Ele suportou todos os insultos imagináveis, depois foi pregado numa cruz. Pendurado ali na escuridão e no meio da zombaria, o sangue vertendo de quase todo o corpo, poderia ter gritado maldições para todos os seus assassinos. Na verdade poderia ter feito muito mais do que isso. Tinha um poder imenso nas mãos.

Mas Jesus anulou o mal. Ele o tomou todo no seu corpo dolorido e fez uma oração de perdão.
“Eles não sabem o que fazem”, disse o Mestre. E não é isso que acontece na maioria das vezes que nos fazem mal? As pessoas não sabem o que fazem.

Quando Jesus escolheu essa reação, o maior milagre do mundo aconteceu. O pecado não foi ignorado, foi curado. A morte foi destruída. Foi quebrada a lona corrente do mal, desde a criação.
E mais, estabeleceu-se um novo padrão. Nós, você e eu, devemos viver por este padrão. Bem por mal. Benção por maldição. Compaixão por agressão. No dia em que agirmos assim, começarão os milagres. Ficaremos livres da prisão que nos impusemos e garantiremos a liberdade de viver em paz e felizes.

Você esta irado? Entregue sua ira para Deus e verá as maravilhas que Ele pode fazer em você (Gl 5.22,23).

Para refletir:
Você é daquelas pessoas que sempre quer sair por cima em uma discussão?Quando alguém ti ofender a partir de agora qual vai ser a sua reação?

Palavra do Poderoso Deus:
O que deveria ser natural do nosso dia a dia, se tornou sobrenatural. Amar, respeitar, perdoar e ser bondoso. Mostre o seu lado sobrenatural, conquiste corações da maneira mais fantástica que existe, seguindo os passos de Jesus.