Um casal luta para poderem ter um filho. Após anos de tratamento a criança nasce. Três meses depois, ela se vai. “Por que?”.
Um casal jovem de namorados resolve se casar. Compram a casa, mobíliam com carinho e se casam. Dez dias depois do casamento o marido morre atropelado. “Por que?”.
O trabalhador exemplar, dedica cada minuto de seu expediente para fazer o seu melhor no trabalho. Sempre pontual, sempre pró-ativo, doador de idéias e mais idéias que só melhoraram a empresa onde trabalhava. Faltando dois anos para se aposentar, a grande surpresa. Você está demitido. “Por que”.
Talvez seja a pergunta que define nossa espécie: “Porque”. De todas as criaturas de Deus, somos as únicas que procuram entender, a descobrir uma razão, uma justificativa. Para encontrar um sentido, a humanidade não mede esforços. Desafiamos o átomo; exploramos o espaço. Mas talvez seja muito mais difícil entender o sentido. As perguntas mais essenciais nos assombram: “Onde está o filho que perdi? Por que estou aqui? Qual é o sentido da vida? O que teria acontecido se eu tivesse feito outras escolhas – no casamento, na carreira, na fé?”. Quando as respostas escapam ao nosso entendimento e o vazio ignora as perguntas, sofremos uma espécie de vertigem espiritual que denominamos de dúvida.Diante da dúvida todas as nossas convicções, grandes ou pequenas ficam abaladas. Tudo que cremos fica abalado.
Mas o engraçado é que a dúvida não é o oposto da fé, mas sim a oportunidade da fé diante das dores crescentes de um espírito que busca. O verdadeiro inimigo da fé é a incredulidade, que se recusa a reconhecer. Mas a dúvida é uma etapa necessária da viagem. Duvidar, portanto, é ser humano. Lemos a Bíblia e encontramos em várias partes pessoas com dúvida, até entre os maiores homens: Davi, Jó, Salomão, Jeremias. No Novo Testamento, encontramos a figura de João Batista que carecia de fé. Quando foi preso por ordem do rei Herodes, sua dúvida a respeito do Messias foi grande, a ponto de mandar seus homens se certificarem se realmente Jesus era o Messias verdadeiro ( Mt 11.2,3). Indagar não é pecado, as dúvidas são inevitáveis, tanto para o fraco quanto para o sábio.
Para refletir:
Você entende que a dúvida e a mesma coisa que incredulidade?
Palavra do Poderoso Deus:
“A dúvida faz perguntas, a incredulidade se recusa a ouvir respostas”.





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