Libertando-se da solidão - parte 2


1. Reconheça que a sua solidão é real
Presbítero Heverton Agnelli

A primeira coisa a fazer é ser sincero em relação aos seus sentimentos, a solidão é real e dolorosa. De maneira alguma é reflexo de fraqueza.

Como cristãos, entretanto, amamos os chavões piedosos: “Nunca estou sozinho; Cristo prometeu nunca me abandonar; Deus esta comigo.”. Talvez você até já tentou falar de seus sentimentos para um amigo e, antes de conseguir terminar, ele abre aquele sorriso presunçoso e recita um chavão piedoso. Essas respostas prontas nos jogam um balde de água fria, porque negam a realidade da experiência e da luta do ser humano. No ponto de vista teórico a visão é verdadeira, mas na prática não é nada realista. Muitas vezes precisamos de atenção, carinho, compreensão e não de um sermão preparado, ou de regras prontas para esse tipo de situação.

A solidão é real, não podemos trata-la como uma teoria, muito menos com atitudes artificiais e imediatas. É necessário um trabalho mais profundo para combate-la, disposição e muito, muito amor pela alma solitária. Precisamos de mais “olho no olho” e “menos em casa orei por você”, devo assegura-lo de que não há nada de cristão nessa perspectiva.

A solidão não surge necessariamente por algo que você ou alguém fez, nem por falta de nada. Acontece porque você é um ser humano, e, nós seres humanos estamos sujeitos a sentir solidão em alguma época da nossa vida.

Aceite isso como parte da experiência humana. Só assim será capaz de lidar com ela como Deus deseja.

Lembre-se até Jesus sentiu-se só (Mt 27.46).

Para refletir:
Você já se viu em meio a multidão, cercado de pessoas,de amigos, colegas e até estranhos, mas ainda assim se sentia só? Há momentos em que você prefere estar só ao invés de estar rodeado de pessoa?

Palavra do Poderoso Deus:
A solidão é uma amiga traiçoeira, hoje se mostra como amiga, amanha como refugio, mas depois vira sua prisão.

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